

UBUNTU é uma palavra que tem origem na língua Zulu, do grupo bantu, e representa uma filosofia e ética antiga africana, que significa "sou quem sou porque somos todos nós". Uma pessoa com ubuntu tem consciência de que é afetada quando os seus semelhantes são oprimidos. A natureza humana implica compaixão, partilha, respeito, empatia e mostra que "ser humano é ser com os outros" e "ser com os outros deve ser tudo". O conceito de Ubuntu inspira além das fronteiras africanas e indica uma forma de tratar o semelhante como o melhor caminho para a humanidade.

O que é
o festival?
O Festival Ubuntu é um festival de múltiplas linguagens que conecta arte, ancestralidade, território e pertencimento, valorizando a produção cultural das periferias e sua contribuição para a construção da identidade brasileira.
Sua programação se organiza em sete eixos:
Audiovisual e novas tecnologias;
Literatura;
Artes visuais;
Hip hop;
Teatro;
Ritmos – som e voz;
Ritmos – corpo.
Mais do que um evento, o Festival Ubuntu é uma plataforma de encontro, circulação e visibilidade para artistas e agentes culturais das quebradas, fortalecendo trajetórias, ampliando redes e criando novos espaços de participação e ocupação.
Festival Ubuntu. Cultura periférica em rede. Ancestralidade, território e potência em movimento.

Os 07 eixos do Festival

Quais são os Brasis dentro do Brasil? Que povos fazem parte de nossa história e trajetória? O que estamos construindo, enquanto habitantes desse território, para transformar os lugares em que vivemos? Que expressões culturais produzimos a partir das tradições, experiências e inovações que nossas comunidades nos oferecem e inspiram?
Produzir e compartilhar cultura significa entrar em contato com o outro e com nós mesmos. A cultura é um espaço de reconhecimento, onde um povo pode se enxergar, compreender sua trajetória e fortalecer sua identidade. E nós, que fazemos cultura, buscamos criar experiências capazes de gerar encontro, reflexão e pertencimento.
No Festival Ubuntu, esse olhar se volta para uma dimensão fundamental da nossa história: a ancestralidade como princípio de território e pertencimento.
Entendemos a ancestralidade como uma força ativa. Ela nos permite reconhecer nossas referências, compreender os processos que formaram a sociedade brasileira e perceber como essas histórias permanecem presentes na produção cultural contemporânea.
A relação entre África e Brasil está na base de grande parte da nossa identidade cultural e se manifesta na música, na dança, na literatura, no teatro, nas artes visuais, na oralidade, nas tecnologias, nos saberes e nas relações comunitárias.
Falar de ancestralidade também é falar de território.
Territórios são formados por pessoas, memórias, relações e conhecimentos. Nas periferias e comunidades das grandes cidades, novas linguagens são criadas, movimentos culturais se organizam e diferentes formas de expressão transformam diariamente a vida coletiva.
Por isso, o Festival Ubuntu parte de uma ideia fundamental: a cultura não precisa chegar aos territórios. Ela já é produzida neles.
A palavra Ubuntu traduz a filosofia que orienta esse trabalho: a compreensão de que nossa existência se constrói na relação com o outro. Ubuntu é encontro, comunhão e partilha. É reconhecer que fazemos parte de um todo e que nossas ações também impactam a comunidade da qual fazemos parte.
Também queremos refletir sobre os espaços que ocupamos e aqueles que ainda queremos ocupar. Ocupar não é apenas estar presente fisicamente. É participar, criar, propor, decidir e transformar.
A cada edição, o Festival Ubuntu reúne diferentes linguagens, gerações e experiências, valorizando a diversidade da produção cultural brasileira e reconhecendo, especialmente, as contribuições das culturas negras e periféricas para a formação e transformação do país.
Olhar para a ancestralidade é reconhecer o caminho percorrido.
Manter o corpo presente é compreender onde estamos.
Pensar o futuro é decidir, coletivamente, onde queremos chegar.
Ubuntu é ser com o outro. É reconhecer de onde viemos para construir os territórios que queremos ocupar.
MANIFESTO





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